sábado, 27 de junho de 2009

Ibson pode disputar seu último jogo pelo Fla no Fla-Flu de domingo


Ibson não tem tanta certeza - como o rival Thiago Neves - de que esse será seu último Fla-Flu, por, pelo menos, um bom tempo. Pelo contrário. A chama da esperança de permanecer na Gávea está acesa. Mas o volante tem os pés no chão e a consciência de que o clássico deste domingo poderá ser o último desta passagem pelo Flamengo. E, caso realmente saia, deseja levar as boas lembranças que sempre carregou de Fla-Flus.

Ainda em busca da afirmação, Ibson despontou mesmo em 2004, no Campeonato Carioca. No time comandado por Abel Braga, o camisa 7 era o titular e jamais esquecerá exatamente dois Fla-Flus daquele ano.

No primeiro, o time rubro-negro perdia por 3 a 1, até virar a partida para 4 a 3. No seguinte, vitória por 3 a 2 na final da Taça Guanabara, a primeira conquista pelos profissionais do Flamengo. Disputar um Fla-Flu, para Ibson, passou a ser atraente.

Logo que voltou para esta passagem, em 2007, Ibson encarou o Fluminense mais uma vez. O resultado? 1 a 0 para o Rubro-Negro e o início da arrancada que culminaria com o terceiro lugar no Brasileiro e a vaga na Libertadores. E, consequentemente, a consolidação de Ibson como um dos ídolos da torcida rubro-negra. O garoto, enfim, havia se tornado um dos astros da equipe profissional.

Até agora, Ibson defendeu o Flamengo por 183 vezes como profissional. Conhece cada canto da Gávea e não se furta ao divulgar o amor pelo clube. Num clássico de tanta rivalidade como o Fla-Flu, ter a pele rubro-negra faz o diferencial, pelo menos na arquibancada. Neste ano, outra boa lembrança do rival tricolor, com a vitória de 1 a 0 na semifinal da Taça Rio. Talvez pelo acúmulo de sucesso diante do rival, Ibson saiba do suor necessário para superá-lo e receita respeito.

- Nós temos de estar preocupados principalmente com o Fred, o Conca, o Leandro Amaral e o Thiago Neves. São os principais jogadores deles - indica Ibson.

Neste domingo, o volante entrará em campo renovado. Apesar de, durante a semana, o jogador ter discutido com o técnico Cuca num treino, o clima é de tranquilidade. O recado, inclusive, foi dado pelo próprio treinador, na última sexta-feira:

- Fiz um treino alemão e o time dele estava muito na frente dos outros. Depois, equilibrei as coisas, ficou parelho e ele ficou irritado, jogou o colete. Mas voltou. Isso é coisa mínima.

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